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Foto; MP´SC
05 maio/26

Operação atinge o litoral: Pontal do Paraná é alvo de investigação do Gaeco

Operação “Efeito Colateral” investiga esquema de atestados falsos para libertar presos

Uma operação que apura um esquema criminoso responsável por colocar detentos de volta às ruas teve desdobramentos na manhã desta terça-feira (05), com ações em Santa Catarina e também no Paraná. A ofensiva, batizada de “Efeito Colateral”, foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio do Ministério Público de Santa Catarina.

No Paraná, as cidades de Pontal do Paraná e Pinhais estão entre os alvos da investigação, que apura a emissão de atestados médicos falsos usados para garantir prisão domiciliar a detentos.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão. Além dos municípios paranaenses, a operação também ocorreu em diversas cidades de Santa Catarina, como Joinville, Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Itapema e Porto Belo.

De acordo com o Ministério Público, os atestados seriam ideologicamente falsos e utilizados para simular doenças graves, com o objetivo de obter decisões judiciais favoráveis à saída de presos do sistema penitenciário.

Durante as diligências, foram apreendidos mais de R$ 100 mil em dinheiro, armas de fogo, munições, celulares e diversos equipamentos eletrônicos, que agora passam por análise pericial.

As investigações apontam que uma advogada e um médico atuariam em conjunto na elaboração dos laudos fraudulentos. O material apreendido inclui arquivos e conversas que indicam possíveis tratativas para a emissão dos documentos.

Outro ponto que chama a atenção é que parte dos detentos beneficiados teria ligação com organizações criminosas. Após conseguirem a prisão domiciliar, alguns teriam rompido tornozeleiras eletrônicas e fugido.

A operação mobilizou mais de 200 agentes. Durante uma das abordagens, houve troca de tiros e um policial militar foi atingido. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, com estado de saúde estável.

O material recolhido nas cidades — incluindo Pontal do Paraná e Pinhais — será analisado pela Polícia Científica e deve contribuir para o avanço das investigações, que seguem sob sigilo.

Fonte: MPSC

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