Operação Policial termina com preso, drogas apreendidas e suspeito morto em confronto em Paranaguá
A manhã desta terça-feira (2) foi de grande movimentação policial em Paranaguá. A Polícia Civil, com apoio da Força Nacional e da Polícia Militar, colocou nas ruas a Operação Soberania, uma ofensiva contra integrantes de uma organização criminosa suspeita de manter um verdadeiro “Tribunal do Crime” na cidade.
Segundo as investigações, o grupo decidia quem deveria viver ou morrer na disputa pelo controle do tráfico de drogas. Pessoas consideradas rivais ou suspeitas de passar informações para facções concorrentes eram sequestradas, torturadas e executadas.
Durante a operação, os agentes cumpriram 10 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão. As ações aconteceram principalmente na Ilha dos Valadares e no bairro Porto dos Padres.
Três suspeitos foram presos durante o cumprimento das ordens judiciais. Além disso, um quarto indivíduo acabou preso em flagrante por envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Vila São Jorge.
Na Ilha dos Valadares, um dos alvos da operação reagiu à abordagem policial e trocou tiros com equipes da ROTAM. O confronto aconteceu em uma residência na Rua 50, na Vila Nova. Baleado durante a troca de tiros, o suspeito morreu no local. Equipes do SIATE confirmaram o óbito.
As investigações que deram origem à operação apuram pelo menos dois crimes brutais ocorridos neste ano.
O primeiro caso envolve um adolescente de 17 anos, sequestrado enquanto jogava futebol com amigos em uma quadra do Jardim Araçá. De acordo com a polícia, ele foi levado para a região conhecida como Beco do Óleo, onde teria sido torturado e assassinado. Dias depois, o corpo foi encontrado boiando em uma área de manguezal. A motivação seria algo que parece inacreditável: o jovem teria sido condenado pelo grupo criminoso após fazer, durante partidas de jogos online, gestos que foram interpretados como referência a uma facção rival.
Outro caso investigado é o assassinato de Gabriel Mingott Mendes, de 28 anos, e Deisiany Soares Vieira, de 30. O casal foi retirado de um bar na Ilha dos Valadares, colocado em um táxi e depois levado de barco até uma região de manguezal, onde acabou executado com tiros na cabeça. Os corpos foram encontrados amarrados por moradores da região.
Para os investigadores, os crimes revelam a atuação de um sistema criminoso paralelo, onde suspeitos eram julgados sem qualquer chance de defesa e recebiam sentenças de morte decretadas pelos próprios integrantes da facção.
A Operação Soberania segue em andamento e a polícia não descarta novas prisões nos próximos dias




