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19 maio/26

Polícia Federal deflagra megaoperação contra tráfico internacional e lavagem de dinheiro em SC, PR e MG

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Tirocinium, uma megaoperação voltada ao combate de uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas e em esquemas de lavagem de dinheiro. A ofensiva mobilizou agentes em cidades de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, incluindo o município de Garuva, no Norte catarinense.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 31 mandados de busca e apreensão e quatro medidas cautelares com monitoramento eletrônico. Além disso, a Justiça autorizou pedidos de bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens que podem alcançar R$ 646 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava os portos de Navegantes, Itapoá e Imbituba para enviar carregamentos de cocaína destinados a países da Europa e da África. As investigações apontam que os criminosos escondiam a droga nos cascos de navios com auxílio de mergulhadores profissionais. Outra estratégia identificada pelos investigadores era o transporte do entorpecente em meio a cargas lícitas, como paletes de madeira e sacos de alimentos.

Em Garuva, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em uma chácara localizada na área rural do município. A ação contou com apoio de equipes do Grupo de Pronta Intervenção da PF de diferentes regiões do Sul do país.

As apurações tiveram início em 2023, após sucessivos flagrantes registrados em áreas portuárias catarinenses. Desde então, aproximadamente 4,6 toneladas de cocaína foram apreendidas, além da prisão em flagrante de sete pessoas.

Além de Garuva, a operação foi realizada nas cidades de Joinville, São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Camboriú, Itajaí, Tijucas, Barra Velha, Jaraguá do Sul e Imbituba, além de municípios do Paraná e Minas Gerais.

Durante as investigações, a Polícia Federal também apreendeu armamentos de alto poder bélico, entre eles fuzis, pistolas, granadas, milhares de munições e até uma metralhadora calibre .50. Conforme a corporação, a organização mantinha um esquema estruturado de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, utilização de “laranjas” e operações fictícias.

Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça Federal em Itajaí. As investigações seguem em andamento.

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