Procon faz operação para encontrar etiquetas desaparecidas no Paraná
Os tempos mudaram. Aquela antiga modalidade comercial conhecida como “preço conforme a cara do freguês” parece estar com os dias contados. Nesta segunda-feira (1º), o Procon-PR e os Procons municipais saíram a campo para fiscalizar lojas em diversas cidades do Paraná e verificar se os preços dos produtos estão sendo exibidos de forma clara, visível e compreensível para os consumidores.
A operação foi motivada por uma prática que, apesar de não ser exatamente novidade, continua tirando a paciência de muita gente: entrar na loja, gostar do produto e descobrir que o valor está mais escondido do que prêmio de caça ao tesouro.
Segundo o Procon, muitos estabelecimentos deixam de informar corretamente os preços e as condições de pagamento, obrigando o cliente a recorrer ao famoso método investigativo: procurar um vendedor, esperar atendimento e, finalmente, perguntar quanto custa aquilo que já deveria estar identificado desde o início.
O Código de Defesa do Consumidor é bastante claro: preço não é segredo de Estado. O valor dos produtos e as formas de pagamento devem estar expostos de maneira visível, legível e acessível, sem necessidade de consultas, adivinhações ou poderes sobrenaturais.
Além da fiscalização, o Procon-PR e o Fórum dos Procons Paranaenses encaminharam recomendações às entidades representativas do comércio para reforçar o cumprimento da legislação.
A orientação aos consumidores também é simples: se encontrar uma etiqueta invisível, um preço microscópico ou um produto cujo valor só é revelado após uma longa conversa filosófica com o vendedor, vale fazer a denúncia aos órgãos de defesa do consumidor.
Afinal, comprar deveria ser uma experiência de consumo — e não uma partida de esconde-esconde. E, pelo visto, o Procon decidiu lembrar ao comércio que etiqueta de preço foi inventada justamente para evitar que o cliente descubra o valor apenas depois de ouvir a clássica frase: “Para você, eu faço um preço especial”.




